O amor escorregou por entre teus dedos
Pois te faltou vontade de fechar com força a tua mão
E agora o que nos resta são memórias corroídas pelo tempo
Do que um dia nós chamamos de paixão.
Debruçada sob lençóis amarrotados e vazios
Recapitulas todos os dias os erros e vacilos
Mas depois te reconfortas com a doce mentira covarde
De que assim foi melhor para nós dois.
São retratos recortados e esquecidos de um infortúnio
De lembranças castigadas pelo tribunal da consciência
Amores ditos impossíveis que ecoam no vazio soturno
Nas vozes que se repetem em antinome incongruência.
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